Feno-grego
clássicoLeguminosa chata, semente amarga, gordura quente. O tarka é onde o feno-grego entra.
O vegetal que se comporta como carne. Barata, paciente, com leve gosto de barro. Tempere com força ou ela emburra.
Leguminosa chata, semente amarga, gordura quente. O tarka é onde o feno-grego entra.
Raiz amarga sobre leguminosa amarga; o ghee é quem reconcilia os dois.
Uma pitada faz o trabalho de uma cebola picada, e esse é o argumento inteiro dos jainistas.
Lentilha vermelha, cebola cozida até sumir, e mistura suficiente para manchar a panela.
A fumaça pousa onde a terra da lentilha já está; a gordura carrega o resto.
Gordura e sal precisam de um amido que não vire papa. Este é esse amido.
Ácido de sambar: a azedura impede que uma panela de leguminosas soe como puro amido molhado.
O dal é finalizado, não cozido, com isso. Entra na mesa, não na panela.
Leguminosa terrosa mais erva doce; nenhum ácido até o finalzinho.
Terra mais uma erva dura e apimentada; a panela inteira fica com gosto de temperada, não só de ardida.
O louro dá à panela uma espinha de eucalipto que impede a terra de ficar plana.
O dal é propositalmente neutro. O tempero final é onde todo o aroma entra.
Leguminosa terrosa e folha saborosa; nenhuma carne é necessária para a panela ter gosto de carne.
Terra sobre terra, com o amargor de xarope de bordo impedindo que o dal tenha gosto de mingau.
A leguminosa chata precisa de perfume, não de mais terra. É essa a semente que fornece.
Leguminosa terrosa mais semente doce; o remédio padrão para uma panela de lentilha sem graça.
Leguminosa neutra mais mistura quente; adicione no final ou ela se perde de vez.
Leguminosa neutra, mistura amarga, e o feno-grego é quem carrega todo o peso.
A terra precisa de sal, e a leguminosa bebe gordura como se tivesse sido feita para isso.
A doçura é a única coisa que a lentilha não consegue fazer sozinha.
Suada devagar, a cebola vira o caldo que o prato nunca teve.
Duas terras em alturas diferentes. O cominho fica em cima, a lentilha embaixo.
Lentilha fica opaca sem ácido. Acrescente fora do fogo ou perde as notas altas.
As duas minerais, as duas com ferro. A folha desmancha, a leguminosa mantém a forma.
Leguminosas terrosas ficam sem graça sem ácido. Tempere-as quentes para que bebam o vinagre.
A lentilha puy cozinha seca e terrosa. Isso é o acabamento, nunca a gordura de cozinhar.
Leguminosa terrosa, gordura saborosa, e vinagre bem no final para não pesar.
Um pedaço no dal não é para adoçar. Ele arredonda a ponta do tamarindo.
Terra e leguminosa sob um peixe que come como carne. Inverno, não verão.
Acidez láctica contra poeira. Esfarele morno para que ele afunde nos grãos.
A carne oleosa precisa de um leito seco. A lentilha absorve a gordura e permanece firme.
Geosmina dos dois lados: um terroso e doce, o outro terroso e salgado.
Gordura e açúcar num só ingrediente; a leguminosa aceita os dois e pede pimenta.
Mesmo registro de chão de floresta. A lentilha é o veículo de trufa mais barato que existe.
Truque levantino: pérolas ácidas que explodem, contra um ensopado que não tem nenhuma.
O malte torrado soa como cozimento longo. Deglace a panela com ela e dispense o caldo.