Pecorino
clássicoFavas cruas, sal de ovelha, nada mais. O amargor é o ponto.
Duas descascadas e a pele tirada para seis garfadas. Alguém decidiu que valia a pena, e tinha razão.
Favas cruas, sal de ovelha, nada mais. O amargor é o ponto.
Terra sobre terra, com suor suficiente para o purê parecer cozido.
A segurelha tem fama de amiga enzimática do feijão; na prática, ela mata o tédio do amido.
As duas amargas, as duas de primavera, as duas cozidas na mesma panela.
O mentol levanta uma fava que, sem ele, fica pesada e um pouco amarga.
A polpa farinhenta não tem gordura; o óleo é o que transforma isso em purê.
Ácido contra o amargor da pele; adicione depois da segunda descascada.
Gordura curada sobre o amido verde, morna o bastante para a gordura amolecer.
Favas amassadas na torrada precisam de uma coalhada neutra para ficarem no lugar.
O amargor verde da primavera corta o creme melhor do que o ácido consegue.
Erva anisada e verde contra a textura farinhenta, ao estilo persa.
Feno e iodo dão a uma fava sem graça algo para cheirar.
Fava amilácea, hortelã-verde doce, pecorino afiado. O prato romano da primavera.
Dois verdes de primavera, um amiláceo, outro salino. Nenhum precisa de muito cozimento.
Fava crua e marisco cru, os dois minerais, os dois levemente amargos.
Amido verde e gordura catingosa; a fava bebe tudo e continua gramínea.
O amargor da pele e o cacau correm em paralelo; salgue, não adoce.