Choco
clássicoTinta é tempero, não cor. O arroz é a única coisa que aceita as duas.
Criado para vazar amido. A amilopectina faz o molho, então enxaguar é o único erro imperdoável.
Tinta é tempero, não cor. O arroz é a única coisa que aceita as duas.
Batido fora do fogo com manteiga, emulsiona. Essa etapa até tem nome.
Gelada, em cubos, por último. Manteiga quente talha e a panela inteira fica oleosa.
O ácido entra sobre o grão seco para o álcool evaporar e o azedo ficar.
Concha por concha: é a agitação que puxa o amido para fora.
Amarelo, feno-iodado, e tutano por baixo. Milão não muda isso desde a lenda de 1574.
A folha amarga desmancha no amido; o ácido do vinho segura o meio.
Misturado só no final para que a resina continue verde, não cozida demais.
Verde doce contra amido lácteo, com as vagens fervidas dentro do caldo.
Talos sulfurosos; as cascas viram caldo, as pontas entram por último.
Raspas no final. Tanta gordura precisa de uma nota alta, ou o prato fica pesado.
A água do molho é o caldo. O glutamato entra antes do grão.
Misturada fora do fogo, nunca cozida junto. O risoto é só o veículo.
A lula tempera o arroz, o arroz carrega a nota mineral.
Derretido no início, faz o arroz ter gosto de carne bovina sem nenhuma carne dentro.
Quase sem sabor, principalmente perfume. Misture com o fogo já desligado.
Manteiga e amido são solventes. Raspe na mesa, nunca antes.
Um prato lombardo de verdade: o ácido soa salgado contra o parmesão.
Laranja amarga e quinina sobre amido lácteo. Agressivo, e funciona.