Barriga de porco
clássicoO ácido láctico tira a gordura da língua entre uma mordida e outra.
Repolho levado além do ponto sem volta. Azedo, gritando de alho, e melhor quanto mais velho fica.
O ácido láctico tira a gordura da língua entre uma mordida e outra.
O amido do arroz amortece o ácido e a pimenta, e dá para comer a tigela inteira.
Porco cozido, tofu frio, repolho azedo: três temperaturas, uma garfada só.
Fatiada na pasta, ela alimenta a fermentação e suaviza a pimenta.
Ácido láctico e pimenta contra uma folha de cominho e hortelã; o embrulho precisa dos três.
A gordura arredonda o azedo; uma colherzinha transforma kimchi velho num prato.
A gordura da gema reveste o ácido. O café da manhã de ressaca mais feito em Seul.
Aliáceo fresco sobre aliáceo fermentado: a mesma nota, uma crua, outra envelhecida.
Fumaça, cura e ácido láctico. O arroz frito se escreve sozinho.
Peixe oleoso pede ácido mais do que pede limão-siciliano. Isto ainda traz pimenta.
O ácido láctico do kimchi corta a amônia do jeito que limão corta molho de peixe.
Queijo envelhecido já é láctico; o repolho só leva isso mais longe.
A gordura do leite abafa a ardência e deixa o alho passar sozinho.
Azedo láctico mais gás; o amargor impede que a pimenta se acumule.
Samhap: arraia fermentada, kimchi, porco cozido. O prato mais barulhento da Coreia.
O queijo alpino amendoado tem enxofre suficiente para ficar ao lado do repolho fermentado.
Ostra crua dobrada no kimchi fresco: iodo contra ácido láctico ainda jovem.
A bromelina e o lactobacilo quebram proteína do mesmo jeito; o azedo se alinha exatamente.
O cacau também é fermentado. Pimenta e ácido já são metade de um mole.