Bacon
clássicoGordura quente despejada sobre a folha crua. Ela murcha, e o amargor vira profundidade.
De graça em abril, amarga o ano inteiro. A erva daninha que o vizinho paga pra arrancar.
Gordura quente despejada sobre a folha crua. Ela murcha, e o amargor vira profundidade.
Uma gema mole quebrada por cima é o tempero e a gordura ao mesmo tempo.
Deglace a panela do bacon com ele e regue enquanto ainda espirra.
A pungência sulfurosa fica sobre o amargor, não por baixo.
A gordura é o único solvente que dilui o amargor sem removê-lo.
A mais agressiva das folhas amargas precisa do maior sal. Dois filés, murchados na panela, não picados por cima.
O ácido dá à língua outro lugar para estar.
Refogado com ardor, do jeito que o sul da Itália trata toda erva amarga.
Sal e cítrico num só ingrediente, que são exatamente os dois remédios necessários.
Lúpulo e dente-de-leão compartilham isômeros amargos. Refogado nela, ele para de brigar.
Seiva contra seiva. Adoce o murchar, e a erva vira vegetal.