Sálvia
clássicoResina contra açúcar; frite as folhas para elas ficarem quebradiças primeiro.
A abóbora comportada. Densa, doce, sem sementes no pescoço, sem discussão.
Resina contra açúcar; frite as folhas para elas ficarem quebradiças primeiro.
Sólidos do leite amendoados encontram uma abóbora que já é meio amendoada.
A doçura assada não tem aresta nenhuma. A capsaicina é a aresta mais barata que existe.
A acidez láctica corta um purê que, sem isso, seria comida de bebê.
Tanino e amargor impedem que o açúcar tome conta do prato inteiro.
Terroso sobre terroso, mas o cominho traz o suor que falta à abóbora.
A ardência do gingerol é limpa, então a doçura continua legível por baixo dela.
As duas vivem de lactonas; o leite só acrescenta gordura para carregá-las.
Os dois têm gosto de baunilha e madeira. A abóbora traz o corpo e nenhum ácido.
Rosa e especiaria quente fazem o açúcar soar como perfume, não sobremesa.
A pasta de pimenta fermentada dá sal, ácido e ardência numa colher só.
Aliáceos negros de melado pousam direto na nota de caramelo.
Toste as avelãs e as pirazinas se alinham com a abóbora assada.
Pirazinas de torra compartilhadas; um respingo na sopa soa como profundidade, não café.
O amargor da genciana é o contrapeso que a abóbora doce nunca tem.