Feijão-preto
clássicoO ascaridol atinge um grão barrento e o deixa com gosto verde e limpo.
Cheira a creosoto e terebintina. Tem gosto, contra toda lógica, da peça que faltava na panela de feijão.
O ascaridol atinge um grão barrento e o deixa com gosto verde e limpo.
O nixtamal é doce e cheira a cal; o epazote é a única erva barulhenta o bastante para responder.
A fruta verde e azeda pega a aresta do ascaridol e transforma em algo cítrico.
Grãos doces mais uma folha de petróleo e remédio, os dois nativos do mesmo campo.
O frutado da pimenta seca precisa de uma erva amarga, não de mais doçura.
A gordura derretida amortece o pico de terebintina e mantém a hortelã por baixo.
O ácido prende a folha volátil; sem ele, o epazote só cheira a solvente.
Terra fúngica sob uma folha medicinal, o mais perto que se chega do huitlacoche à venda.
Queijo esfarelado e salgado faz o trabalho do queso fresco: gordura, sal, nenhuma briga de sabor.
Ardor frutado e amargor de ascaridol, da mesma península e da mesma panela.
Ésteres afiados contra terebintina. Grelhe a fruta e a combinação para de ser um desafio.
Erva de petróleo e hortelã que só faz sentido sobre um destilado verde igualmente estranho.
Os dois correm em terpenos com uma aresta medicinal. Ninguém engarrafou isso ainda. Deviam.
Os dois verdes e resinosos. O México nunca adoçou essa erva, e deveria.