Macarrão
clássicoÓleo, alho, farinha de rosca, ova ralada. Sem queijo, nunca, nem pergunte.
Um tijolo prensado de ova de tainha curada. Ralado como parmesão, finja que era essa a intenção.
Óleo, alho, farinha de rosca, ova ralada. Sem queijo, nunca, nem pergunte.
A cera precisa de gordura para se dissolver. Óleo cru é o único veículo.
Casca, não suco. O óleo da casca tira o amargor do final.
A farinha de rosca torrada faz o trabalho que os sardos se recusam a dar ao queijo.
Mal aquecido no óleo. A ova é o sal, o alho é todo o resto.
Fatiada crua sob a ova ralada. Amarga e curada, um truque romano de primavera.
Ralada sobre uma gema crua: duas gorduras, duas bombas de aminoácidos, uma colher só.
A gordura dissolve a cera para o sal se espalhar. Toste a fatia antes.
Buquês amendoados sob ova salgada. A Sicília chegou lá, o resto do mundo ainda não.
Vagem escaldada, óleo, ova ralada. Verde contra curado é a ideia inteira.
Junmai morno e karasumi. O açúcar do arroz encontra o sal sem discutir.
Ova salgada sobre farinha torrada: a lógica da farofa construída com peças mediterrâneas.
Mel amargo contra ova amarga. Sal e amargor, sem sinal de açúcar.
Enxofre sob iodo curado. Não testado, mas é exatamente a lógica do caviar.
A ova curada ralada soa como molho de peixe em forma sólida. Sal, iodo, gordura.