Salmão
clássicoPeixe oleoso, folha ácida, creme no meio. Nada mais é necessário.
Uma folha com gosto de limão que vira verde-musgo ao tocar a panela. Vale a pena mesmo assim.
Peixe oleoso, folha ácida, creme no meio. Nada mais é necessário.
A folha traz todo o ácido, então o molho pode ser gordura pura.
A acidez corta a gema do jeito que o limão-siciliano faria, mas por dentro.
Ela derrete em purê na manteiga em segundos. Esse é o molho.
O amido insosso é a única coisa capaz de absorver tanto ácido.
Peixe de rio, erva de rio. Mesma água, mesma estação, mesmo prato.
A carne pálida, sem ácido próprio, recebe tudo dele da folha.
Verde afiado e com corpo, então o molho não precisa de creme.
Acidez oxálica sobre acidez láctica. Dois ácidos que não se parecem em nada.
Oxálico e tartárico se somam em vez de brigar. Verde sobre verde.
O corte substitui o vinagre de chalota e ainda dá uma folha para mastigar.
Azedume oxálico sobre tartárico. Dois ácidos que não têm gosto nenhum parecido.
Azedume oxálico sem açúcar nenhum; o destilado mostra o ácido sem edição.
Os dois estão no auge em maio. O perfume moscatel adoça a acidez sem açúcar.