Frango
clássicoAve assada, grão defumado, a própria gordura como molho. Não precisa de mais nada.
Trigo jovem incendiado ainda verde. Tem gosto de churrasco que aconteceu no meio do campo.
Ave assada, grão defumado, a própria gordura como molho. Não precisa de mais nada.
O laticínio azedo é a única coisa que esfria a fumaça sem diluí-la.
O cordeiro gordo e o grão de campo queimado dividem o mesmo registro de tostado.
A fumaça precisa de ácido, ou assenta e vira gosto de cinzeiro.
Verde cru contra grão colhido verde: a mesma nota, uma delas cozida.
Dois pilares levantinos, um amendoado e outro queimado, dividindo a mesma tigela.
A casca fermentada corta a fumaça mais rápido do que o suco fresco corta.
Os dois são terrosos e secos; o cogumelo empresta o glutamato que falta ao grão.
Estouros gelados e ácidos espalhados pelo grão quente e defumado. A textura é metade do sentido.
Duas coisas que passaram pelo mesmo fogo. Peixe frio, grão quente, um só cheiro.
Os dois são plantas queimadas de propósito. Mesmos fenóis, continente diferente.
Fumaça e cacau compartilham guaiacol. O amargor já é terreno comum.